domingo, 12 de setembro de 2010

Preço dos terrenos dificulta programa habitacional

Apesar do volume expressivo de financiamentos habitacionais por meio do "Minha Casa, Minha Vida" (MCMV) em Maringá e região (R$ 218,7 milhões desde o início do programa, em abril de 2009, até agosto passado), interessados em adquirir a casa própria por meio do programa do governo federal encontram uma dificuldade: o preço elevado dos terrenos. Pelo mesmo motivo, as construtoras enfrentam problemas para oferecer empreendimentos que se enquadrem no programa.







Pelas regras do MCMV, podem ser financiados imóveis até R$ 100 mil ¿ para cidades como Maringá ¿ ou até R$ 80 mil, no caso de municípios menores. Só dentro desses valores, os beneficiários terão direito a juros menores e a possibilidade de receber um subsídio (dependendo da renda), que pode chegar a R$ 17 mil.






"O terreno em Maringá é muito caro. Você não vai pagar R$ 30 mil ou R$ 40 mil em um lote e construir uma casa de R$ 50 mil", analisa o engenheiro civil Álvaro Pereira da Silva, diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon).










Apesar do preço alto dos terrenos, Maringá já recebeu


R$ 70,6 milhões para financiar 1.270 imóveis


"A compra de terreno acaba inviabilizando o negócio", arremata. Ele conta que a maioria das unidades em construção tem os terrenos doados pela prefeitura, mas são áreas na periferia da cidade ou nos distritos de Floriano ou Iguatemi. "São unidades destinadas a quem tem renda salarial de até três mínimos", explica.






Na avaliação do engenheiro, as construtoras também têm dificuldades. "Não encontramos terrenos que viabilizem financiamentos nesse valor (até R$ 100 mil). No perímetro urbano, são caros e na periferia não há infraestrutura e, isso, quando o código de uso e ocupação do solo permite a verticalização", destaca Silva acrescentando que, em locais distantes é preciso construir toda a infraestrutura. "E o custo dessa infraestrutura é acrescido ao preço do imóvel", prossegue.










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