quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Empresas do Paraná lideram ganhos no Sul


Porto Alegre - As empresas paranaenses demonstraram fôlego e vitalidade em 2008 e ganharam espaço entre os melhores desempenhos da elite empresarial da Região Sul. As 100 maiores companhias do Paraná ostentam indicadores superiores aos das empresas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, segundo o ranking 500 Maiores do Sul, divulgado ontem em Porto Alegre, na edição Grandes&Líderes da Revista Amanhã. O levantamento é feito há 19 anos pela revista gaúcha, com o respaldo técnico da consultoria Pricewater­house­Coopers (PwC).

Pelo quarto ano consecutivo, o grupo das maiores do Paraná fecha o ano com as maiores somas de patrimônio líquido, lucro e Valor Ponderado de Grandeza (leia nesta página), além da melhor média de rentabilidade e o menor prejuízo acumulado. “O estado vai consolidando uma posição de crescente liderança na região, com desempenho extraordinário”, observou Carlos Biedermann, sócio da PwC em Porto Alegre.

O setor de serviços tem papel importante nesse desempenho. A maior empresa paranaense, e a segunda maior do ranking regional – atrás apenas do Grupo Gerdau, disparado a maior companhia entre os três estados do Sul –, é a Vivo, cuja sede fica em Londrina. Em seguida, vêm o HSBC e a Copel.

O setor de alimentos e bebidas, com destaque para o agronegócio, continua sendo o dínamo da Região Sul, registra o jornalista Eugênio Esber, diretor da redação da Amanhã. Com safra recorde em 2008, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul responderam por 44% da produção brasileira de grãos. Combinada com a explosão dos preços das comodities agrícolas, a performance do setor resultou em um dado novo: pela primeira vez as cooperativas de produção, somadas, ultrapassaram o setor financeiro no ranking das maiores receitas.

Essa conjuntura foi especialmente favorável no Paraná. Entre as 100 maiores empresas, 17 são cooperativas ligadas ao agronegócio e reúnem receitas de R$ 18,8 bilhões. Com um processo crescente de industrialização, algumas delas aumentaram o faturamento de forma expressiva, caso de Castrolanda (45%), Cooperativa Mista Entre Rios (43,2%), Corol (43%) e Coamo (36,4%).

Menos fôlego

A crise econômica mundial, que oficialmente completou um ano, deve reduzir o fôlego das empresas paranaenses. Um estudo divulgado pelo escritório da PwC em Curitiba mostrou que as companhias tendem a perder rentabilidade. A análise dos balancetes de 21 empresas com ações na Bovespa aponta queda de 14% no lucro somado, no primeiro semestre.

O efeito não é, no entanto, exclusividade local. A maioria das 500 Maiores do Sul, nesse período, já abriu mão de lucro para não perder vendas e participação no mercado. Dos 31 setores listados, 23 tiveram queda de rentabilidade, o que inclui o setor financeiro. Outros seis tiveram rentabilidade negativa. O pior desempenho coube a açúcar e álcool, com margem negativa média próxima de 13%.

Comunicação

No setor Comunicação, Editorial e Gráfica, duas empresas lideram na Região Sul. O grupo gaúcho RBS Comunicações apresentou a maior receita bruta em 2008 (R$ 1,05 bilhão), com uma expansão de 9,04% sobre o resultado anterior. A Sociedade Rádio Emissora Paranaense, da Rede Paranaense de Comunicação (RPC), da qual faz parte o jornal Gazeta do Povo, teve a maior rentabilidade sobre a receita (34,66%). O jornal também aparece no ranking, na posição 445 de Grandes&Líderes.

A jornalista viajou a convite da Revista Amanhã

Maringaense varre 60 t de flores e folhas diariamente


Uma das cenas mais comuns e típicas das manhãs maringaenses – tão comum que muitas vezes passa despercebida – é a de pessoas varrendo calçadas. Nos períodos de primavera, quando ainda restam flores nos ipês, os manacás-da-serra estão em seu esplendor e os jacarandás-mimosos e as sibipirunas dominam a paisagem, formam-se grandes tapetes de flores nas calçadas. São bonitos, mas podem se tornar um problema e precisam ser retirados todos os dias. Maringá tem aproximadamente 95 mil árvores plantadas nas ruas, que nessa época do ano deixam cair diariamente cerca de 100 toneladas de flores e folhas, das quais 60% são varridas e descartadas pelos maringaenses (Veja box). Se não forem retiradas, essas flores e folhas apodrecem, grudam nos calçados, geram mau cheiro e causam um péssimo visual para as frentes das casas. “Faz 42 anos que varro essa calçada”, conta o aposentado Benedito Honorato, de 80 anos. “Antes eu varria as calçadas da vila em que morava”, brinca, afirmando que está varrendo desde que chegou em Maringá, em 1947, ano da emancipação política e administrativa do município: “Antes tinha poucas árvores, mas agora elas fazem parte de nossas vidas e essa é uma forma de nos relacionarmos com a arborização que faz a beleza da cidade”. Árvore caindo Morando há 42 anos na Rua Buenos Aires — “Quando mudei para cá a rua ainda nem existia” —, Benedito diz que viu as árvores crescerem e hoje, além de sujarem a calçada e a rua todos os dias, elas ainda racham o pavimento e os muros. “Acompanhei toda a vida dessa árvore. Agora ela chegou ao fim, está caindo”. Ele diz que até gosta de ter o compromisso diário de varrer a calçada, mas acha que a prefeitura é que deveria fazer esse serviço como retribuição ao imposto que paga. Para o também aposentado Cícero Teixeira, morador na Rua Evaristo da Veiga, no Jardim Alvorada, limpar a calçada é um compromisso prazeroso. Aos 71 anos, o cearense pega a vassoura e a pá assim que termina o café da manhã e não tem pressa para terminar. “Sinto que estou fazendo um exercício físico, me movimento, e tem a vantagem de encontrar os amigos”. É que as pessoas que estão passando param para bater um papo ou pelo menos fazem um comentário. “Se eu estivesse lá dentro, assistindo televisão ou deitado, perderia essa oportunidade de manter contato com o mundo”. A mulher, dona Odete, de 68 anos, era quem varria antes de Cícero se aposentar. Agora, ela costuma ajudar o marido. Fertiliza a horta Izidoro Garcia Quiva, de 72 anos, morador na Vila Esperança, cumpre o mesmo ritual, mas ao invés de deixar os saquinhos para o caminhão coletor de lixo, ele joga as flores de sibipirunas no quintal, para fertilizar a horta e o jardim. A Rua Evaristo da Veiga, no Jardim Alvorada, oferece um visual raro. De um lado, as sibipirunas verdes com cobertura amarela; do outro, jacarandás-mimosos com flores azuis. De cada lado da rua, uma cor de tapete — bonito para quem vê, mas um castigo para quem tem que limpar todos os dias. “Perco uma hora todos os dias retirando as flores que caem”, diz Ednéia Alves Pereira, de 28 anos. “Às vezes, tenho que limpar duas vezes ao dia”. Com uma escada, Ednéia varre inclusive o telhado da área, que também fica todo azul de jacarandá.

Santa Fé vai oferecer internet sem fio grátis


Santa Fé (a 62 quilômetros de Maringá) poderá ser um dos primeiros municípios paranaenses a oferecer internet grátis para toda a população. Uma antena que será instalada no centro da cidade vai permitir que os usuários de computadores tenham acesso à internet de qualquer local da área urbana e até de alguns pontos da zona rural, sem a necessidade de conexão com fios. O acesso à rede mundial de computadores poderá ser feito inclusive de praças públicas, escolas e lanchonetes por meio micros ou notebooks. Segundo o prefeito Fernando Brambilla (PMDB), há duas alternativas para a implantação da wireless (wire=fio, less=sem) em Santa Fé, e a prefeitura vai definir qual é mais viável. O Wireless IP é uma conexão contínua e permanente, de funcionamento simples, porém considerado a maneira mais eficiente de acesso à internet por banda larga. Ele consiste em uma antena em um ponto estratégico, conectada à rede local de um provedor, semelhante ao sistema dos telefones celulares. Os sistemas mais comuns são wi-fi e por rádio. Uma das alternativas aventadas pelo prefeito é a própria prefeitura arcar com todas as despesas de implantação, o que custaria cerca de R$ 50 mil para a construção da antena e instalação dos equipamentos necessários. A outra é um projeto da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), que pretende levar internet sem fio e gratuita para todos os municípios pequenos da região de Maringá. “Um dos dois projetos será implantado em Santa Fé em 2010”, garantiu o prefeito. O projeto da Amusep, o mais provável, conta com a parceria da Universidade Estadual de Maringá, que já tem wireless em seu campus central, Cesumar, Emater e Banco Interamericano de Desenvolvimento . Conectar ao mundo De acordo com Brambilla, possibilitar que toda a população tenha acesso à internet é tão importante quanto os serviços de saúde, telefone, educação ou coleta de lixo. “É uma questão de possibilitar que o cidadão se ligue ao mundo, principalmente os jovens, que poderão usar a rede mundial de computadores para fazer suas pesquisas, ampliar o conhecimento e se comunicar com pessoas em outras cidades ou mesmo outros países”, diz. Para o prefeito, a disponibilização de internet para toda a população será útil tanto para os cidadãos quanto para as empresas. Para ser beneficiar da wireless, os usuários terão que estar em dia nos seus compromissos com o município, como pagamentos de Imposto Predial e Territorial Urbano, Imposto Sobre Serviços e alvarás.

domingo, 27 de setembro de 2009

Praça da Catedral Passeio Ciclístico da Primavera Maringá FM





UEM estuda a abertura de 18 novos cursos presenciais


A Universidade Estadual de Maringá (UEM) estuda abrir 18 novos cursos presenciais e outros seis de ensino a distância – via internet. A informação exclusiva foi confirmada neste fim de semana a O Diário pelo reitor da universidade, Décio Sperandio. Alguns dos cursos, como Biotecnologia, poderão funcionar ainda no segundo semestre de 2010, e outros a partir de 2011.

Além da expansão na área pedagógica, o reitor anunciou um aporte de R$ 45 milhões em equipamentos para os cursos de graduação e pesquisa. Outros R$ 61 milhões serão investidos em obras para ampliação das instalações da sede em Maringá, bem como em nove câmpus localizados no Norte do Estado. O curso que poderá funcionar ainda no segundo semestre de 2010 é o de Biotecnologia.

A informação foi prestada pelo professor em Biotecnologia e Genética da UEM, João Alencar Pamphile. Segundo ele, o curso será noturno e contará com 40 alunos inicialmente. A iniciativa, segundo ele, é formar profissionais tecnólogos para o mercado. O curso terá três anos e será de graduação. “O aluno formado poderá ainda prestar mestrado e doutorado”, explica.

O curso de Biotecnologia já recebeu aprovação do Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP) da universidade e deverá ainda passar pela aprovação da última instância, o Conselho Universitário (COU). Espera aprovação no CEP, ainda, o curso de Comunicação e Multimeios. Já foi aprovado pelo COU, o curso de Biomedicina, que deve passar a funcionar em 2011.

O reitor ressalva que o funcionamento dos novos cursos precede a reestruturação dos 52 — quatro deles de educação à distância – cursos já existentes, além da efetivação de 200 professores temporários. A UEM conta hoje com 1.252 servidores efetivos. Atualmente, a universidade gasta cerca de R$ 18 milhões com a folha de pagamento funcional. Segundo ele, o estudo de ampliação do número de cursos trata-se de uma projeção e necessita de investimentos do governo estadual. “A UEM está muito bem assistida na questão financeira pelo governo do Estado”, frisou.

Sperandio confirmou o uso de R$ 45 milhões para reestruturação dos cursos já existentes. Estão previstos compra de equipamentos de informática, veículos, material bibliográfico (livros) para incremento das bibliotecas já existentes, móveis entre outros. “Este dinheiro é proveniente do Governo Federal e Estadual”, destacou.

O reitor informou que o dinheiro também será aplicado nos cursos de graduação e para o desenvolvimento do ensino, pesquisa e extensão. “Temos também que melhorar a pontuação dos outros cursos perante o Índice Geral de Cursos (ICG), do Ministério da Educação”, lembrou. Sperandio fez menção ao fato de a UEM ter sido apontada como a primeira universidade do Paraná em qualidade de ensino, recebendo a nota 4 do ICG (a nota máxima é 5).

O cálculo da nota é feito levando-se em conta variáveis como infraestrutura, recursos didáticos, titulação dos professores, Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) entre outros. “Nem todos os cursos da UEM receberam esta nota e precisamos melhorar esta situação”, disse.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Parque do Ingá será reaberto no final do ano com novas atrações


Muito procurada por visitantes do município e de outras cidades, a mais popular área de lazer dos maringaenses permanecerá com acesso fechado ao público até o final deste ano. Segundo o diretor geral da Secretaria de Meio Ambiente de Maringá (Sema), Sérgio Antonio Viotto Filho, a primeira licitação que dará início à reforma da lanchonete e dos sanitários nas próximas semanas, já ocorreu. “As demais obras deverão acontecer na sequência, para que o Parque do Ingá seja reaberto ao público com nova roupagem e completamente revitalizado em suas áreas interna e externa, possivelmente ainda neste ano, durante as férias de dezembro”, afirma. Nesta primeira etapa, a Prefeitura de Maringá deverá investir mais de R$ 2,5 milhões em melhorias no parque, com recursos oriundos do Governo Federal. Entre as obras de revitalização está prevista a construção de um deck de madeira sobre o lago – onde antes era o embarcadouro dos pedalinhos, uma nova lanchonete, pista de corrida para carrinhos infantis, um centro de educação ambiental, um parque de diversões ecológico, pista de brinquedos rústicos, bicicletas especiais para alugar, arvorismo e uma tirolesa atravessando o lago.

Outras ações
De acordo com o diretor da Sema, não só as obras de melhoria da infraestrutura são importantes para o Parque do Ingá, como também as ações que visam o resgate histórico-patrimonial e sua empatia e aproximação maior com o cidadão maringaense. Para a concretização dessas ações a Prefeitura de Maringá está elaborando um projeto, por meio das secretarias de Meio Ambiente e de Cultura, onde aspectos relevantes relacionados à história do parque e a educação ambiental serão melhor trabalhados. “É preciso que o cidadão maringaense e que o turista que visita o parque, conheça de fato aquela área e o potencial que ela tem a oferecer”, ressalta Viotto – acrescentando que “o novo Parque do Ingá será de fato uma das mais interessantes atrações turísticas da cidade, sempre cheio de atividades culturais e com muita diversão para crianças e adultos”. O objetivo da administração municipal é fazer com que, mesmo depois da reabertura, outras atrações continuem a ser oferecidas de tempos em tempos para que sempre haja novidades e motivos para que os visitantes retornem ao parque usufruindo do contato com a natureza e de uma oportunidade de diversão em família. “A entrada no parque continuará sendo gratuita como sempre foi, porém com muito mais opções de lazer para os visitantes. As bicicletas, carrinhos, tirolesa e arvorismo obviamente serão cobrados, mas haverá inúmeras atividades lúdicas totalmente gratuitas para a criançada”, diz o diretor.