segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Incêndio em revenda de automóveis destrói quatro veículos e danifica outros 3

Um incêndio em uma revenda de automóveis na Avenida 19 de Dezembro, em Maringá, destruiu quatro veículos e danificou outros 3 na manhã desta segunda-feira (14). Ninguém ficou ferido. A polícia investiga as causas do fogo.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o sistema de alarme soou por volta das 5h30 e, depois de pouco mais de uma hora, o fogo foi controlado. "Acreditamos que o incêndio tenha começa por volta das 3 horas. Tivemos bastante dificuldade em controlar o fogo, devido à grande quantidade de fumaça e o acesso à loja", informa o tenente Leandro José Calegari.

O Corpo de Bombeiros descarta arrombamento ou curto circuito. "Não há vestígios que comprovam essas duas causas", informa Calegari. Três viaturas e 12 bombeiros atenderam esta ocorrência.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Número de presos com drogas cresce 200% em dois anos; crack é o maior problema


O aumento da drogadição na cidade é alarmante e deve ser visto como um problema social e de saúde pública; especialistas também defendem formas de combate mais preventivas O relatório do Conselho Municipal Antidrogas (Comad), apresentado nesta quarta-feira (9) na Prefeitura de Maringá, mostra que o número de pessoas presas por envolvimento com drogas e atendidas nas unidades de saúde pelo mesmo motivo cresceu nos últimos anos. A informação mais alarmante, cedida pela Polícia Militar, é que o número de pessoas presas por envolvimento com drogas em Maringá passou de 296 em 2006 para 898 em 2008 – crescimento de 203,38% em dois anos. Já o número de atendimentos no sistema de saúde no mesmo período aumentou apenas 12,47%. Crack é pior Há consenso entre as autoridades do município sobre o aumento do consumo e sobre qual a droga ilícita com maior impacto no sistema público de Maringá: o crack. Entre 2006 e 2008, as apreensões no município aumentaram 881,61% – de 3,8 mil para 38,2 mil pedras. A elaboração do relatório contou com a participação das equipes da Secretaria de Saúde, Secretaria de Educação e Secretaria de Assistência Social (Sasc). Além das apreensões feitas pela Polícia Militar no perímetro urbano de Maringá nos últimos três anos, que incluem 3 toneladas de maconha, 73,6 mil pedras de crack e 2,2 kg de cocaína, as ações da Polícia Federal (PF) engrossam as estatísticas no município. Entre 2006 e 2008, foram apreendidas outras 10,3 toneladas de maconha e presas 1.412 pessoas. Em junho, a PF incinerou 800 kg de drogas nos fornos industriais da Cocamar. O impacto das drogas na rede pública de atendimento à saúde cresceu 12,47% em 2008, na comparação com o ano anterior. Entre internações e atendimentos, 14.108 pessoas passaram por algum equipamento público no ano passado devido ao consumo ou dependência de drogas. Em 2007, haviam sido 12.544 procedimentos. O avanço do consumo e do tráfico de drogas vai de encontro à estrutura limitada de atendimento. Mesmo sendo um município modelo no sistema público de assistência ao usuário de drogas, Maringá conta com apenas 234 vagas em comunidades terapêuticas – 25 para homens adolescentes, 188 para homens adultos e 21 para mulheres – e 108 vagas para tratamento de desintoxicação – 70 para adultos e 12 para adolescentes, no Hospital Psiquiátrico, além de 26 na emergência psiquiátrica do Hospital Municipal. Rede de voluntários As comunidades terapêuticas são casas que acolhem usuários de drogas, geralmente ligadas a uma igreja. Em Maringá, essa rede de voluntariado conta com as casas Amaras, Casa de Nazaré, Cristma, Desan, Projeto Vida, Marev, Molivi, Recanto da Fraternidade Plantando Vidas e Associação Beneficente Filadélfia. Na rede pública de saúde e assistência social, Maringá conta com o Centro de Assistência Psicossocial - Álcool e Drogas (CapsAD), Portal da Inclusão, unidades básicas de saúde, Projeto de Apoio ao Dependente Químico (Padeq), Centros de Referência da Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), Abrigo Provisório Municipal, Hospital Municipal e o conveniado Hospital Psiquiátrico. Atendimentos mensais Mesmo com essa estrutura pública e beneficente, em 2008 foram registrados em média 100 atendimentos por mês só no CapsAD. Na unidade, 49% dos pacientes são usuários de álcool, 41% de múltiplas drogas e 10% de maconha. A necessidade de reduzir a epidemia de drogas deverá estar no foco da 4ª Conferência Municipal Antidrogas, que acontece nos dias 12 e 13 de novembro. A partir de propostas formuladas nos últimos nove anos, o Comad acredita que o ponto fundamental é uma mudança de ênfase da repressão para a prevenção. “O aumento no número de prisões e apreensões acontece porque ainda estamos colhendo os frutos de uma política de repressão. A partir do momento que mudarmos o foco para a prevenção, teremos melhores resultados”, afirma a presidente do Comad, Maricelma Brégola. Para ela, o crescimento dos indicadores relacionados à drogas em Maringá são influenciados não apenas pelo aumento do consumo. “Tivemos aumento populacional e também uma atuação mais dura da polícia. Havia ainda uma demanda reprimida por atendimento”, pondera Maricelma. Mais autonomia A presidente do Comad luta para que seja criada uma secretaria municipal ou órgão executivo para lidar com o assunto. Atualmente, o órgão público que trata do tema é apenas uma diretoria, na estrutura da Sasc. A falta de autonomia administrativa é vista como um problema para a redução da epidemia de drogas. “Espero que o prefeito Silvio Barros crie esse órgão até o final do mandato. O assunto ultrapassa questões de assistência social e está ligado a aspectos da educação, saúde, emprego, cultura e até de trânsito”, analisa Maricelma. “Com um órgão executivo, poderíamos ter recursos humanos e financeiros para enfrentar o problema”, acrescenta. Outra proposta para fortalecer o combate às drogas em Maringá é a criação do Fundo Municipal Antidrogas (Fumad) nos próximos meses. Mesmo com o número crescente de pessoas envolvidas com drogas, a prefeitura destaca que Maringá é a cidade mais segura do Paraná para jovens entre 12 e 18 anos, de acordo com o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), elaborado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República. No ranking nacional, a cidade aparece na posição 240, num total de 267 municípios analisados em julho de 2009. A cidade menos segura, de acordo com os critérios do IHA, é Foz do Iguaçu.

Guarda noturno é indiciado por jogar fezes contra loja, no Centro de Maringá

O guarda noturno Antonio Fontana Neto, 58 anos, conhecido como “Tiozinho”, de Maringá, foi indiciado em inquérito policial, na tarde desta quarta-feira (9), sob acusação de arremessar fezes contra uma loja instalada na Avenida Brasil, no Centro da cidade. De acordo com a Polícia Civil, a ação foi praticada em represália contra o gerente do estabelecimento, que há cerca de um mês teria recusado o serviço de proteção oferecido pelo guarda noturno.
Para não despertar suspeitas, Neto aguardou passar duas semanas para praticar o primeiro “atentado”, que consistiu no lançamento de fezes humanas - diluídas em lata com água - contra a vitrine da loja. O ato foi cometido durante a madrugada e não teve testemunha. Certo de que o autor voltaria a agir, o gerente instalou uma câmera na parte externa da loja. As suspeitas se confirmaram no fim de semana passado. O guarda noturno foi filmado lançando um grande volume de fezes contra a vitrine.

Chamado na tarde desta quarta-feira à delegacia e colocado diante da filmagem, Neto não teve como negar a autoria. Envergonhado, começou a chorar diante do delegado e de investigadores e justificou seu ato como "uma grande burrada”. Teria dito: “doutor, não sei porque fui fazer isso. Foi a maior besteira que fiz na minha vida”. Em seguida, explicou que recolheu as fezes em uma praça, situada próximo ao seu ponto de trabalho.

Pensionista do INSS, Neto contou que há pouco mais de um ano passou a cuidar de lojas no Centro da cidade, cobrando entre R$ 50 e R$ 80 mensais pelo serviço. “Cuido de 17 lojas, mas ganho muito pouco para ficar andando a noite inteira”, alegou. A maior preocupação do guarda noturno era com a repercussão do caso junto aos lojistas que contratam seus serviços.

“Vou ter que desistir da profissão. Juro que nunca mais na minha vida vou cuidar de lojas”, prometeu ele antes de deixar a delegacia. O delegado-adjunto, Nilson Rodrigues da Silva, explicou que o ato praticado pelo guarda noturno é caracterizado no artigo 37 da Lei das Contravenções Penais, que trata da incolumidade pública. Portanto, não é crime.

Segundo o artigo, é passível de multa quem arremessar, ou derramar em via pública, ou em lugar de uso comum, ou de uso alheio, coisa que possa ofender, sujar ou amolestar alguém. Caberá ao juiz encarregado do processo estipular o valor da multa a ser paga pelo infrator.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Desfile cívico-militar atrai público de 15 mil no Centro em Maringá









O dia amanheceu ensolarado, porém, o tempo fechou e passou a ventar - dando a impressão de que choveria - antes mesmo do início do tradicional desfile cívico-militar de 7 de setembro, em Maringá. Por fim, não caiu um único pingo e a população não arredou o pé da XV de Novembro, avenida escolhida para a comemoração ao Dia da Independência. Segundo levantamento da Prefeitura Municipal, cerca de 15 mil pessoas acompanharam de perto o desfile, uma pequena parte acomodada em arquibancadas tubulares.
Participaram diretamente do desfile servidores municipais, integrantes do Tiro de Guerra, do 4º Batalhão da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, alunos das redes municipal, estadual e particular de ensino, além de convidados, entre eles: Apae, escoteiros, CTG, clubes de serviço e ONGs. Na organização de desfile, prestigiado por autoridades municipais, foram mobilizadas aproximadamente 2 mil pessoas - também de acordo com a prefeitura.

As comemorações tiveram início como nos anos anteriores, com hasteamento das bandeiras do Brasil, do Paraná e de Maringá. O Pavilhão Nacional foi hasteado pelo prefeito Silvio Barros; o do Estado pelo presidente da Câmara Municipal, Mário Hossokawa, e o de Maringá pelo chefe de instrução do Tiro de Guerra de Maringá, José Antônio dos Santos.

Logo em seguida, o Hino Nacional foi executado pela Banda Musical Joubert de Carvalho, sob a regência do maestro José Galetti. A servidora municipal Madalena Martins Alves e o professor de música Vicente Neves fizeram uma apresentação musical com o Hino à Independência. Autoridades foram convidadas a acompanhar o desfile cívico-militar do Palanque Oficial, montado rente à XV de Novembro, defronte à Catedral de Maringá.

Em um discurso breve, o prefeito Silvio Barros agradeceu a presença da comunidade e ressaltou a importância de refletir sobre a pátria. “É um exercício de patriotismo estarmos aqui reunidos comemorando a independência do Brasil. Temos o privilégio de viver em um dos melhores países do mundo, por isso, devemos aproveitar esse momento de amor à pátria”.

Também prestigiaram o desfile o deputado federal Ricardo Barros, os deputados estaduais, Cida Borghetti, Dr. Batista e Luís Nishimori, o secretário de Planejamento, Ênio Verri, o presidente da ACIM, Adílson Santos e o vice-prefeito, Roberto Pupin. Quem primeiro cruzou pelo público foi a guarda municipal, que aproveitou para apresentar os novos veículos - carros e motos - utilizados na patrulha.

Novidade
Uma das grandes novidades do desfile, este ano, foi a participação especial de um casal de mestre sala e porta bandeira, vestidos a caráter, na última ala temática, que representou o carnaval brasileiro. Além das alas temáticas, também tiveram espaço as alas tradicionais dos militares, instituições de ensino, entidades, grupos folclóricos, associações e carros antigos. A Secretaria de Cultura contou com a participação de crianças dos Centros Integrados de Atividades Culturais e Artísticas (CIACAS) durante o desfile.

A secretária de Cultura, Flor Duarte, disse que o evento reforçou os ideais de patriotismo e ressaltou o trabalho desenvolvido por integrantes da administração municipal e artistas maringaenses para que o desfile se tornasse atrativo ao público. “Tivemos um desfile maravilhoso, com muita cor, música, dança e alegria, representando o que o brasileiro tem de melhor. A essência do Brasil é a população. Temos que refletir sobre nossa nação sempre. É essa alegria e união que melhor caracterizam o povo brasileiro”.

Família unida
Muitas famílias, não apenas de Maringá, fizeram questão de acompanhar de perto, o desfile. Foi o caso da família da comerciante Carmem Incêncio, de Mandaguari. “Esse é o terceiro ano que optamos por assistir o desfile de Maringá. Tudo aqui é muito bem organizado e bonito. Gosto de trazer meus filhos e pretendo fazer isso todos os anos”.

Todas as alas que passaram ao longo da avenida XV de Novembro foram acompanhadas ao som de músicas tradicionais brasileiras e pela alegria do público presente. “São gestos assim que nos fazem pensar em nosso País, que apesar das dificuldades nos dá orgulho de sermos brasileiros. Ver a dedicação das pessoas que prepararam o desfile e de quem integra as alas é um orgulho”, emocionou-se Carlos Almeida, que levou seus três filhos para assistir ao desfile.

Quem ajudou na organização também não escondeu a emoção. “Já participei várias vezes do desfile. Sempre estou disposta a desfilar e fazer parte dessa grande homenagem ao Brasil”, disse Ana Carolina. “Essa é a primeira vez que desfilo e estou emocionada. Ver tanta gente prestigiando o evento é maravilhoso”, comentou Renata Lerco de Morais, da ala do F.A Comunidade.

Fiscalização integrada fecha cinco bares em Maringá no fim de semana



Uma operação de surpresa em bares e casas noturnas do centro de Maringá fechou cinco estabelecimentos na madrugada de sábado (5). A Choperia K1, Aquaticus,Ribas e Car Wash foram interditados por falta de alvará e só poderão reabrir a partir de terça-feira (8), e apenas se regularizarem a situação junto à prefeitura. Já o Butiquim foi fechado por excesso de público e está liberado para funcionar, desde que limite o volume de pessoas.
Participaram da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu), agentes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e da Guarda Municipal. Não houve tumulto, mas em todos os bares os clientes foram convidados a se retirar. De acordo com o tenente Alexandro Marcolino, da comunicação social da PM, a fiscalização prossegue durante o feriado. Caso os bares notificados descumpram a determinação, os donos poderão ser presos por desobediência. Outros estabelecimentos – um total de 28 – devem ser visitados.
Além de verificar os alvarás, a operação fiscalizou as medidas de combate ao vírus da nova gripe, como disponibilidade de álcool em gel e cartazes informativos e as condições da cozinha de cada bar.


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Homem de 59 anos é a 12ª vítima da gripe A em Maringá


Óbito ocorreu na terça-feira e foi confirmado nesta quinta, pela Secretaria Municipal de Saúde. Cidade tem 58 pacientes hospitalizados, sendo 11 em UTI. PR tem 202 mortes

Um homem de 59 anos foi a 12ª vítima fatal da gripe A (H1N1), conhecida como gripe suína, em Maringá. O óbito ocorreu na terça-feira (1) e foi confirmado nesta quinta (3) pela Secretaria Municipal de Saúde. A cidade tem 56 pacientes hospitalizados, sendo 11 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A cidade ficou quase uma semana sem registrar mortes pela doença, mas confirmou na quarta-feira o 11º óbito. A vítima é uma mulher de 37 anos que morreu na última quinta (27). Desde o início da pandemia, Maringá teve 87 casos confirmados.

De acordo com o mais recente Boletim Epidemiológico (nº 54) divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), na quarta-feira (2), o número de mortes no Paraná ocasionadas pela gripe A H1N1 chegou a 202. Foram confirmadas sete novas mortes e 872 novos casos da doença no estado.

A faixa etária que mais registrou mortes por causa da gripe A foi a dos adultos dos 20 aos 49 anos, foram 129 óbitos (63,9% de 202). Entre os adultos com idade entre 50 e 59 anos ocorreram 37 mortes (18,3%). Já na faixa etária das crianças e adolescentes (de 0 a 19 anos) aconteceram 28 mortes (13,8 %). Houve ainda oito óbitos dos idosos com 60 anos ou mais (4%).

De acordo com a Sesa, 56% das vítimas da gripe A eram do sexo feminino e 44% eram do sexo masculino. A média diária de mortes por causa da nova gripe no Paraná é 3,96. Isso porque a primeira morte foi registrada no dia 14 de julho e já foram registrados 202 óbitos no total.

Casos confirmados

O novo boletim confirmou mais 872 casos da nova gripe no Paraná. Dessa forma, o número de situações registradas no estado chega a 5.803, das quais 314 são gestantes. No entanto, esse dado pode não representar o número real de casos no Paraná, visto que os exames laboratoriais para confirmar ou descartar novos casos da doença são feito apenas nos casos graves.

As regiões com o maior número de casos confirmados da nova gripe são Curitiba (2.650), Cascavel (423), Londrina (338), União da Vitória (326), Foz do Iguaçu (318) e Cornélio Procópio (318).